sexta-feira, 26 de setembro de 2014

A Cana / Concreto




               No processo presente em uma usina de processamento de cana (descrito na postagem anterior),  cada tonelada de cana processada produz em torno de 175 quilos de açúcar, 80 litros de etanol, 800 litros de vinhaça, 250 quilos de bagaço, este por sua vez produz energia elétrica e sobram 25 quilos de cinzas, que são colocadas em aterros sanitários, em sua grande maioria.
               O Engenheiro Almir Sales, professor pesquisador da Universidade Federal de São Carlos vem pesquisando a utilização dessas cinzas na fabricação de concreto e argamassa, substituindo a areia extraída dos rios. Ele já concluiu que, o concreto feito com cinza é 15% mais resistente que o produzido com areia.
               A ideia é usar este concreto em calçadas, bancos e sarjetas, o que já provocaria uma redução do impacto ambiental no leito dos rios, devido a extração dessa areia.
               Esta pesquisa continua com testes para simular o desgaste do concreto em condições naturais e verificar se o material é capaz de evitar a corrosão das estruturas de aço.
Fonte: Superinteressante Julho de 2014

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

A Cana e a Energia Elétrica




               Por volta de 2008, o Brasil foi apelidado de A Arábia Saudita verde, pois deslanchamos na energia alternativa. O Brasil é o maior produtor mundial de cana que gera além do etanol, o açúcar, a cachaça, os mais conhecidos, e o bagaço e a palha. O processo é simples: a moagem da cana gera o caldo que por sua vez gera o açúcar e o etanol,   além do bagaço e palhas que por sua vez alimentam as caldeiras da usina processante. As caldeiras após aquecidas geram vapor, que por sua vez movimentam turbinas que geram energia elétrica que compõe o sistema elétrico nacional. O Brasil gera em torno de 140 milhões de toneladas de bagaço de cana, mas apenas 170 das 389 usinas produzem energia elétrica. As usinas de cana, para participar deste processo, precisam investir em torno de R$ 120 milhões para trocar caldeiras, turbinas e geradores. Se todas as usinas de cana do Brasil produzissem energia elétrica, poderíamos gerar aproximadamente 22,1 mil MWm o que equivale a duas usinas de Itaipu. Pensar que vivemos período em que o nível dos reservatórios de água estão baixos e as termoelétricas foram acionadas para evitar apagões, o que aumentou a importação de combustível em 40%, com investimento nesta área poderíamos evitar estes problemas citados.
Fonte: Superinteressante; Julho de 2014.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Pense, Mude, a Natureza Agradece


                       Devido a estiagem que ocorre em vários locais do País, principalmente no Nordeste e Sudeste, provocando dificuldades de abastecimento de água para o consumo humano, este blog abre um espaço para este problema, colocando algumas opções para que o cidadão em seu dia a dia colabore com o problema e consequentemente com a Natureza.

  • Fechar a torneira ao escovar os dentes, economiza mais de 10 litros de água;
  • Fechar o chuveiro enquanto se ensaboa ou lava o cabelo com shampoo, evita um gasto de aproximadamente 80 litros de água; 
  •  Ao lavar um carro, use um balde e um pano para esta limpeza. Em 30 minutos usando uma mangueira seriam desperdiçados cinco vezes mais litros de água; 
  •  A água também pode ser poupada quando lavamos a calçada utilizando uma vassoura para retirar a sujeira, pois o uso da mangueira desperdiça mais de 250 litros de água em 15 minutos; 
  •   Separar seu lixo em orgânico e não orgânico (reciclável); ao fazer compras levar sua própria sacola para conduzir os produtos, evita que toneladas de lixo lotem os rios.

                Esses são apenas alguns costumes que adotados em nosso dia a dia, estamos colaborando com a solução do problema e com a preservação da Natureza.
               Encerramos informando que, em uma cidade onde 10.000 habitantes adotam estes hábitos em seu cotidiano, gera uma economia mensal de aproximadamente 700 caminhões pipa que transporta 10.000 litros cada.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

A Derivada em Nosso Dia a Dia




O Cálculo Diferencial tem por objetivo tratar da mudança ou do movimento, o que encontramos com frequência em nosso cotidiano, isto é, em todas as áreas do conhecimento. Todo engenheiro precisa muito da ideia de derivadas, pois representam um isso por aquilo: quilômetros por hora, metros por segundo, metros por segundo ao quadrado, calorias por semana. Como derivadas  representam a velocidade com que alguma coisa muda em função das mudanças de outras coisas, elas passam a ser de grande utilidade.
Se você dirige, topa sempre com uma derivada ao olhar o velocímetro do carro. A distância total percorrida, dividida pelo tempo para percorrer tal distância, dá a velocidade média do carro durante a viagem. O motorista conhece a velocidade instantânea quando olha o velocímetro, e vê a taxa com que o carro está percorrendo, a cada instante infinitésimo da viagem, certa quantidade de quilômetros a cada hora.
Um filme cinematográfico é uma série de figuras (estáticas), onde é comum cada uma delas ser quase imperceptivelmente distintas das vizinhas; cada um desses fotogramas mostra o que foi filmado em dadas posições num determinado instante de tempo. Quando o filme é rodado a uma velocidade adequada, num projetor, as figuras superpõem-se e é criada a ilusão do movimento, tendo aí a presença da derivada. Enfim, o Cálculo Diferencial tem sido usado por engenheiros, físicos, astrônomos, químicos, biólogos, economistas e por profissionais de outras áreas do conhecimento.
Fonte: Revista Cálculo; edição 25; 2013
              

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Novidade Engenharia Civil: Prédio de Madeira





               Encontra-se em fase final de construção o prédio do Centro de Design e Inovação em Madeira. Este prédio localiza-se no Canadá, tem seis andares, 30 metros de altura, e só tem a presença de concreto nas fundações e na cobertura, para sustentar o elevador. O restante é de madeira produzida no Canadá. Vigas, colunas, paredes e até o fosso do elevador são feitas de madeiras densas – bordo amieiro vermelho e vidroeiro branco, e as presilhas são feitas por parafuso de metal.
               Esta obra pode ser observada, ao vivo, através do endereço goo.gl/wwHuDO.
               A natureza agradece.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Sala de aula versus celular: fato real




Fato 1: Um Professor tomou o aparelho celular de um aluno, no meio de uma aula. Este fato aconteceu na cidade de Recife.
Fato 2: O aluno, representado pela sua mãe, moveu uma ação na justiça contra o Professor, alegando que seu filho passou por “sentimento de impotência, revolta, além de um enorme desgaste físico e emocional” após ter o celular retirado pelo professor. O estudante disse que apenas usava o celular para ver o horário.
Fato 3: O aluno admitiu que o celular se encontrava com os fones de ouvido plugados e que, no momento em que o Professor tomou o referido aparelho, desconectou os fones e ... começou  a tocar música. O Professor e a Coordenadora do colégio afirmaram que não foi a primeira vez que o aluno foi chamado a atenção para o uso do celular em sala de aula.
Fato final: Posicionamento do Magistrado: “Julgar procedente esta demanda é desferir uma bofetada na reserva moral e educacional deste país, privilegiando a alienação e a contra educação, as novelas, os realitys shows, a ostentação, o bullying intelectivo, o ócio improdutivo, enfim, toda a massa intelectivamente improdutiva que vem assolando os lares do país, fazendo às vezes de educadores, ensinando falsos valores e implodindo a educação brasileira”. Prosseguindo afirma o Juiz: “Além da proibição do colégio, existem normas do Conselho Municipal de Educação que proíbem o uso de celular em sala de aula, exceto para atividades pedagógicas. Pode-se até entender que o Discente desconheça a legislação municipal sobre os direitos e deveres dos alunos em sala de aula. O que não se pode admitir é que um aluno desobedeça, reiteradamente, a um comando ordinário de um Professor, como no presente caso”.

Mais: http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/aluno-processa-professor-por-celular-retirado-em-sala-de-aula-perde-12718573#ixzz33muc0ufr