quarta-feira, 31 de maio de 2017

Recado da Álgebra Linear


                Uma consequência do famoso teorema do núcleo e da imagem é assim enunciado: Sejam  V e W espaços vetoriais tais que dim V = dim W = n. Uma transformação
T: V →  W
É injetora se, e somente se, é sobrejetora (isomorfismo). Este resultado pode não ser verdadeiro para espaços vetoriais de dimensão infinita. Veja os exemplos V=W = ¥ é o conjunto de todas as sequências numéricas (x1,x2,x3,...) munido das operações de soma e produto por escalar naturais.
Primeiro: T : ¥  →  ¥ definida por   T(x1,x2,x3,...) = (0,x1,x2,x3,...)é linear e injetora e não é sobrejetora pois (1,0,0,0,...)Î núcleo (T) e não a imagem;
Segundo: Defina T da forma T(x1,x2,x3,...) = (x2,x3,x4,...) é linear  sobrejetora, mas não injetora, já que T(0,0,0...)=(0,0,0,...) e T(1,0,0,0,...) = (0,0,0,0,...).


Fonte: Hoffman; Kennety and Kunze, Ray; Álgebra Linear

domingo, 14 de maio de 2017

A Álgebra Linear e seu CPF


                O seu CPF é composto de 11 números sendo os dois últimos o chamado controle ou dígito de verificação. Vamos aqui explicar através de um exemplo como encontrar estes dígitos de controle. O meu CPF é 512769928-15.
                Primeiro (1):
Com o CPF  gere o vetor u =(5,1,2,7,6,9,9,2,8) e considere o vetor v = (1,2,3,4,5,6,7,8,9).
Faça u.v = 5x1+1x2+2x3+7x4+6x5+9x6+9x7+2x8+8x9 = 276. Agora divida este valor por 11 e observe o resto, ou seja, 276:11 tem resto 1 que é o primeiro dígito verificador;
                Segundo (5):
Gere o vetor u acrescentando o primeiro dígito encontrado, no caso 1. Temos,
u = (5,1,2,7,6,9,9,2,8,1) e considere v = (0,1,2,3,4,5,6,7,8,9).
Faça u.v = 5x0+1x1+2x2+7x3+6x4+9x5+9x6+2x7+8x8+1x9. Dividindo este valor por 11, obtemos resto 5, que é o segundo dígito verificador.
Desafio: faça o mesmo com o seu CPF.
Generalizando:
CPF: n1n2n3n4n5n6n7n8n9d1d2
Primeiro (d1):
Forme os vetores u = (n1,n2,n3,n4,n5,n6,n7,n8,n9) e v =(1,2,3,4,5,6,7,8,9). Calcule
u.v =1x n+ 2 x n2 +3 x n3 +4 x n4 +5 x n5 +6 x n6 +7 x n7 +8 x n8 +9 x n9. Logo d1 = u.v mod 11 onde u.v é o valor numérico obtido.
                Segundo (d2):
Forme os vetores: u = (n1,n2,n3,n4,n5,n6,n7,n8,n9,d1) e v = (0,1,2,3,4,5,6,7,8,9) e calcule
u.v =0x n+ 1 x n2 +2 x n3 +3 x n4 +4 x n5 +5 x n6 +6 x n7 +7 x n8 +8 x n9+ 9 x d1 e                       d2 = u.v mod 11.




segunda-feira, 1 de maio de 2017

A Linguagem Matemática no Tempo


                Até o século  XVI, expressões matemáticas eram escritas de forma excessivamente verbal ou retórica. Por exemplo, em 1591, VIÉTE, para representar a equação,5 A2+9 A-5=0 escrevia em bom latim: “5 in A quad et 9 in A planu minus 5 acquatur 0”.

                Já o símbolo +, uma explicação razoável é que até então, a adição de dois números, por exemplo, 2+5, era representado por ”2 et 5”. Com o passar dos anos, a conjunção latina “et” foi sincopada para t, do qual se originou, no fim do século XV, o sinal +.